*** O QUE POUCOS SABEM E MUITOS DESCONHECEM - HÁ 5 ANOS CONTANDO LENDAS DO COTIDIANO DE NOVA VENÉCIA ***

sábado, 3 de setembro de 2011

Psicofonia

Psicofonia (do grego psyké, alma e phoné, som, voz), de acordo com a Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espírito se comunica através da voz de um médium.

A Doutrina Espírita identifica duas classe principais de psicofonia: a consciente - quando o médium afirma ter percebido mentalmente ou escutado uma fala proveniente de um espírito que desejava se comunicar, tendo-a reproduzido com o seu aparelho fonador; e a inconsciente ou sonambúlica - quando o médium afirma não saber o que disse, fazendo entender, neste caso, que o espírito comunicante ter-se-ia utilizado diretamente de seu aparelho fonador, por estar ele, médium, inconsciente.

Como se verifica em toda classificação espírita, esta deve ser entendida como didática, sabendo-se haver uma diversidade de nuances entre uma e outra classe.

 

PSICOFONÍA - Gloria Trevi

Desde que ya no está
él no descanza en paz
su alma llora, llora
él no se conforma con la soledad.

Desde que ya no está
él empezó a vagar
su alma penitente
sin opción a muerte por la eternidad.

Se conocieron en un frío diciembre
tres años atrás
él quería asustarla por el ventanal
ella lo asusto cuando le sonrió
él miró sus ojos y cayó en su fondo
hasta su corazón.

Ella es una loca, loca perdida
él adora su alma herida
y se amaron bailando sin tiempos
psicofonías que él cantaba en el viento.

Ella es una loca, loca perdida
él se aparece en fuego y policromías
el fantasma y la loca se quieren casar
el padre de ella no lo quiere aceptar.

Más una maldición
lo ata en la mansión
por eso él canta canta y el viento se lleva
su lamentación.

Si pones atención
escucharás su voz
y seguro que ella ya en su blanca celda
baila psicofonías de amor

Ella es una loca, loca perdida
él adora su alma herida
y se amaron bailando sin tiempos
psicofonías que él cantaba en el viento.

Ella es una loca loca perdida
él se aparece en fuego y policromías
el fantasma y la loca se quieren casar
el padre de ella no lo quiere aceptar.

Ella es una loca, loca perdida
él la adora, ella nunca lo olvida
pues la envuelve con psicofonías.

Los muertos nos hablan,
algunos nos aman.

sábado, 2 de abril de 2011

Poltergeist na EEEM Dom Daniel Comboni

De modo geral um Poltergeist (do alemão polter, que significa ruído, e geist, que significa espírito) é um tipo de evento sobrenatural que se manifesta deslocando objetos e fazendo ruídos.

Há alguns anos, na EEEM Dom Daniel Comboni, poderiam ser ouvidos diversos son e ruídos estranhos, portas batendo sem ao menos estar ventando, mesas e cadeiras sendo arrastadas, passos nas escadarías da escola.


Fachada principal da escola.

Reza a lenda que um aluno muito perturbado psiquicamente teria morrido e sua alma teria ficado presa na escola. Este espírito perturbado estaria sendo o causador do fenômeno. Muitos professores relatam que o 3° piso do colégio é o mais afetado, vultos sãos vistos constantemente pelos vidros das portas. O jardim da escola também não escapa. Muitos alunos afirmam ver na árvore que fica em frente à janela do Laboratório de Química a imagem de um garoto agarrado nos galhos.

Muitas pessoas já passaram por aquelas salas. Pessoas com grandes sensibilidades afimam serem verdadeiros os relatos. Será algum de seus alunos são fantasmas? Será que você tem algum colega de classe sem corpo?

Essa é mais uma lenda que a cidade de Vênus tem pra contar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Lenda do Saci Pererê no Vale do Rio Cricaré

Mata na região da Serra de Baixo, dentro da APA da Pedra do Elefante, município de Nova Venécia (ES). Em locais como este, onde a natureza domina em sua plenitude, talvez ainda seja possível perceber a presença de entidades como o Saci Pererê.
Foto: Rogério Frigerio Piva, 25/01/2009.


Saciiiii, Saciiiii, Saciiiii Saaa Pererê”!!! Dizem os antigos que esse é o som do piado do Saci, figura mitológica presente em todo território nacional e, em especial, nas terras banhadas pelo rio Cricaré, inclusive em Nova Venécia.

Não é difícil encontrar alguém que já tenha escutado o seu piado, ou mesmo, topado de frente com esse ser mitológico, transformado, por Monteiro Lobato, em um ícone do folclore brasileiro e que, representa uma síntese da brasilidade. Dizem ainda que o Saci, na verdade, seria o espírito do índio que vive nas matas e, se hoje é difícil encontrá-lo, é porque o seu habitat (as matas) também vem desaparecendo.

O relato sobre o Saci Pererê que aqui apresentamos, foi extraído pelo jornalista Maciel de Aguiar de um manuscrito, intitulado “Caderno de Folclore”, escrito por Lauro Santos*:


SACI PERERÊ


"O Saci Pererê diz que é virado de alma de bugre**. Diz que ele não é pessoa ruim não. É só a gente respeitar que eles não faz mal a ninguém. Quando a gente está viajando, que passa por lugares longe da gente, que vê ele assoviar, é só pedir a ele e dizer: Companheiro, me leva em casa. Ele vai levar a pessoa na porta de casa. Hora ele assovia do lado, outra hora pia na frente, hora pia para trás, dando que entender que ele vai acompanhando a pessoa. E se a gente não quiser que ele acompanha, quando ver ele piar pergunta quantos botões tem a casaca de Cristo, e ele some da vida da gente. Diz que ele é um molequinho, usa um chapéuzinho na cabeça e anda pulando com uma perna só. Só é levado se aborrecer ele, ele assombra a pessoa."

*Lauro Santos era descendente de escravos do Vale do Cricaré e foi entrevistado por Maciel de Aguiar entre Maio de 1980 e Julho de 1981. Foi cantador e contador de “causos”. Suas histórias, dizia ter ouvido na infância, “quando os pretos velhos reuniam os meninos pra contar causos da escravidão”.

**bugre é sinônimo de índio.

Fonte:

AGUIAR, Maciel de. LAURO E ROSALVO: Cantadores e Tocadores. Série História dos Vencidos. Caderno 20. Editora Brasil-Cultura: Centro Cultural Porto de São Mateus: São Mateus, 1996. pp. 25-26.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A Mulher Que Virou Serpente

Francelina Cardoso Cunha era esposa de Matheus Gomes da Cunha, proprietário da Fazenda da Boa Esperança, local hoje conhecido como Serra de Cima, em Nova Venécia. Segundo a tradicional lenda, ela teria se transformado em serpente após a sua morte. O túmulo mostrado nesta foto foi identificado como sendo desta perversa senhora de escravos e ficava no antigo Cemitério da Fazenda, sob a guarda da Pedra do Elefante, que pode ser vista ao fundo. Infelizmente hoje está destruído e dele restam poucos vestígios. Mas será que a "serpente" foi derrotada?
Foto: Rogério Frigerio Piva, Março de 1993.



O texto que abaixo transcrevemos foi extraído, pelo jornalista Maciel de Aguiar, de um manuscrito intitulado “Caderno de Folclore” escrito por Lauro Santos.

Lauro Santos era descendente de escravos do Vale do Cricaré e foi entrevistado por Maciel de Aguiar entre Maio de 1980 e Julho de 1981. Era cantador e contador de “causos”. Histórias que ouviu na infância “quando os pretos velhos reuniam os meninos pra contar causos da escravidão”.

Com a palavra, Lauro Santos:

SERPENTE

"Chama de serpente, virada de pessoas do mal. Tanto é mal para o povo e mal também para Deus. Então estas pessoas quando morre, vira couro seco ou serpente. Uma criancinha de peito, às vezes ele está amamentando na mãe, que ele dá aqueles tapinhas no seio da mãe, a mãe tem que bater na mãozinha dele. Se isto não acontecer, quando morre, a mão que bater no seio da mãe a terra não come, o bracinho seca, principalmente pessoas velhas que usa a ruindade para pessoas, para com Deus, ele tem que virar uma coisa muito triste.

Como conta que na Serra de Cima, pra lá de Nova Venécia, quem vai para Colatina, no lugar denominado Fazenda Velha, houve um caso de uma mulher muito ruim. Ela e o marido dela eram donos de escravos. Quando os escravos estava trabalhando em farinhada, os que tinha filhos novinho, quando as crianças chorava, a patroa dela, que era mulher ruim, jogava o menino em baixo do forno. Era duas coisas que ela jogava as crianças em baixo do forno. Primeiro quando as mães estava trabalhando que as crianças chorava, segundo quando a patroa desconfiava que a criança era filho do marido dela. Porque às vezes as crianças saía com a cor mais clara um pouco do que os outros filhos. Então a patroa desconfiava e jogava a criança debaixo do forno.

Até quando eu era pequeno com a idade de 12 a 15 anos, eu via um estrondo lá pra cima de Nova Venécia, então eu perguntei aos meus pais o que era aquilo. Então eles respondia que era a serpente na Serra de Cima. E o povo ficava com medo dela sair e ela comer todo mundo, porque dizia que ela já estava com as unhas do lado de fora da cova. Passaram, houve uma inchente de sete anos. Como diz os mais velhos, o rio ficou de monte a monte, aí o bispo puxou ela pela inchente, jogou no mar.

Isso tem 50 anos, ainda diz que o bispo avisou todo mundo que morava na beira do rio que naquela noite não abrisse a porta, para que a resma do animal não deixasse mal horrível no povo.

Aí está o caso da serpente da Serra de Cima."


Fonte:

AGUIAR, Maciel de. LAURO E ROSALVO: Cantadores e Tocadores. Série História dos Vencidos. Caderno 20. Editora Brasil-Cultura: Centro Cultural Porto de São Mateus: São Mateus, 1996. pp. 29-30.